A subida abrupta entre 2022 e 2023 reflecte a resposta do BCE à inflação pós-pandemia. A descida desde meados de 2023 mostra como o crédito habitação responde ao ciclo de política monetária. Dados mensais do Banco de Portugal.
"Portugal tem uma das mais altas taxas de proprietários da Europa — e paradoxalmente uma das maiores desconfianças culturais em relação ao crédito que torna essa propriedade possível."Hugo Pinheiro & Marco Veríssimo
A inversão mais significativa do mercado nos últimos anos: em 2019, 87% dos contratos eram a taxa variável. Em 2024, 73% passaram para taxa mista. A subida da Euribor em 2022–2023 mudou completamente o comportamento dos compradores.
"Quando dominas Euribor, Spread, TAN, TAEG e MTIC, podes sentar-te do outro lado da mesa com segurança."Hugo Pinheiro & Marco Veríssimo
Novos contratos de crédito habitação excluindo renegociações. 2025 foi o ano com maior volume desde que há registos — 23.260 M€ — impulsionado pela garantia do Estado para jovens. Em 2023 houve retracção por efeito das taxas altas; 2024 e 2025 recuperaram de forma significativa. Dados mensais reais do Banco de Portugal (série 12748357).
"A relação dos portugueses com o crédito habitação é feita de memória e cautela. Mas cautela sem informação não é prudência — é paralisia."Hugo Pinheiro & Marco Veríssimo
Portugal é historicamente um país de proprietários — uma das características culturais mais enraizadas. A estabilidade desta taxa, mesmo nos períodos de crise, mostra que a aspiração à casa própria é transversal a gerações e contextos económicos.
"Se financia consumo, estás a trabalhar para pagar o passado. Se financia activos produtivos, estás a construir o futuro."Hugo Pinheiro & Marco Veríssimo
Dados mensais reais do Banco de Portugal, série 12748357, excluindo renegociações. O crescimento acelerado em 2025 reflecte o efeito combinado da garantia do Estado para jovens (activa desde início de 2025) e da descida das taxas de juro.
"Portugal tem uma das mais altas taxas de proprietários da Europa — e paradoxalmente uma das maiores desconfianças culturais em relação ao crédito que torna essa propriedade possível."Hugo Pinheiro & Marco Veríssimo